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. Capítulo III – Origem e evolução da Animação Sociocultural
Analisamos a origem e a evolução da Animação Sociocultural, em Portugal, dentro de uma perspectiva bidireccional onde se refere que a Animação, enquanto processo difuso existiu sempre, pois está associada à existência humana, e a Animação como método de intervenção ligado às dimensões cultural, social e educativa teve origem na década de 60 do século XX, e é proveniente dos países francófonos. È ainda referido que a Animação Sociocultural institucionaliza-se em Portugal com o 25 de Abril e de 1974 a 1976, assistiu-se, em Portugal, à fase revolucionária da Animação Sociocultural. Nesse período histórico, os governos provisórios e o Movimento das Forças Armadas assumem a Animação Sociocultural como método eficaz para a intervenção na comunidade, constituindo exemplos de referência a criação da Comissão Interministerial para a Animação Sociocultural (CIASC) e as sucessivas campanhas de dinamização cultural e Animação Cultural levadas a cabo. De 1977 a 1980, somos de opinião que existiu uma nova fase da Animação Sociocultural, por nós denominada como a fase Constitucionalista da Animação Sociocultural, onde toda a sua acção foi determinada por instituições que, a partir de uma lógica concentraccionista, assumiram a centralidade da mesma. De 1981 a 1985, emergiu, em Portugal, uma fase por nós designada como Patrimonialista, caracterizada por uma intervenção centrada na preservação e recuperação do património cultural. De 1986 a 1990, assumiu alguma relevância uma etapa caracterizada pela passagem da Animação Sociocultural do poder central para o poder local. De 1991 a 1995, um novo período histórico surgiu, por nós identificado como a fase Multicultural e Intercultural, em consonância com o quarto pilar da educação, aprender a viver juntos, que projectou a intenção de valorizar a acção educadora do multiculturalismo. A última fase identificámo-la com o período que se inicia, em 1996, e nos acompanha até hoje, caracterizando-a como a fase da Globalização que conduz a Animação Sociocultural a intervir num quadro que integre e eleve o ser humano a participar nos desafios que se lhe deparam, tornando-o protagonista e promotor da sua própria autonomia.
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